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É tempo de acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis

Sexta-feira, 30.11.12

No início deste ano, as associações de ambiente ficaram encantadas com as várias apresentações referindo que a remoção dos subsídios aos combustíveis fósseis era um contributo substancial para aumentar o nível de ambição da redução de gases com efeito de estufa (GEE) ainda antes de 2020. Nessa altura cerca de 110 países apoiaram a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis como forma de conseguir uma maior ambição na mitigação de GEE e combate às alterações climáticas.

Mas no caminho para Doha, este compromisso foi esquecido… Ontem de manhã, apesar de horas de discussão, o tópico dos subsídios aos combustíveis fósseis ainda não tinha integrado a agendas do grupo de trabalho que está a preparar o próximo acordo climático global para 2015 (ADP).

Felizmente nem todos os países se esqueceram e no fim da tarde a discussão no grupo de trabalho da ADP deixou alguma esperança no ar. Vale assim a pena hoje agradecer às Filipinas, Costa Rica e Suíça por reconhecerem esta importante oportunidade para uma redução adicional de emissões.

A Agência Internacional de Energia refere que o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis pode fechar o fosso existente entre o nível de ambição de redução de GEE prometido e o necessário até 2020, no objetivo de limitar o aquecimento global a 2ºC.

É claro que não vai ser fácil o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, mas o primeiro passo é reconhecer o potencial e começar o trabalho. Os países ricos devem acabar com os subsídios aos produtores e tão rapidamente quanto possível. Os países em desenvolvimento devem ser apoiados na eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis, de forma a garantir a proteção às populações mais pobres para os pobres e promover a melhoria no acesso à energia.

Há mais de três anos que os países do G20 e da APEC (Associação de Cooperação Económica da Ásia-Pacífico) concordaram em eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis, e a conferência Rio+20 também referiu a necessidade da reforma destes subsídios. O grupo de trabalho ADP pode ajudar a elevar mais estes esforços reconhecendo a necessidade da reforma destes subsídios de combustíveis fósseis, como um meio para alcançar um maior ambição no combate às alterações climáticas mesmo antes de 2020.

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por Quercus às 18:41





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