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80 mil vozes belgas marcam recta final da COP18

Sexta-feira, 07.12.12

A última sequência de sessões da COP18, em Doha, abriu perto das 23h40 locais (20h40 em Lisboa), com a exibição do vídeo “Do it now”, um tema cantado por mais de 80 mil belgas na iniciativa “Cante pelo clima”, que pede à comunidade internacional que assuma compromissos concretos contra as alterações climáticas. Mais sobre a iniciativa em www.singfortheclimate.com. A primeira decisão da noite foi a realização da COP19 em Varsóvia, na Polónia, em 2013.

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por Quercus às 20:45

“As próximas horas são as últimas horas”

Sexta-feira, 07.12.12

[Actualizado] Abdullah bin Hamad al Attiyah, presidente da COP18, fez há momentos um ponto de situação e marcou nova sessão informal para as 23h locais, 20h de Lisboa. "Quero que regressem aqui às 23h com fumo branco”, apelou o vice-Ministro do Qatar, salientando que "as próximas horas são as últimas horas", uma mensagem com um duplo siginificado, já que estão em causa não só as negociações, como o futuro do clima do planeta.

Entretanto decorrem negociações a vários níveis. A ministra Assunção Cristas, por exemplo, integra a equipa negocial da UE conjuntamente com os ministros do Reino Unido e da Finlândia para concluir os trabalhos do grupo LCA (Cooperação de Longo Prazo).

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por Quercus às 16:15

E o prémio “Fóssil Colossal 2012” vai para… Canadá e Nova Zelândia!

Sexta-feira, 07.12.12

Há um empate para o chamado "Fóssil Colossal”: Canadá e Nova Zelândia. Depois de um reinado de cinco anos como Fóssil Colossal, parece que o Canadá se continua a recusar curvar-se graciosamente para a irrelevância que tem vindo a revelar como um retardatário histórico nas negociações climáticas. A chegada da Nova Zelândia, país que parece esquecer a realidade climática que tanto afeta o Pacífico, foi realmente o único desafio que o Canadá enfrentou.
Embora o Canadá possa partilhar a honra por mais um ano, as ONG da Rede de Ação Climática entendem que as areias betuminosas do país estão a permitir uma vantagem injusta nesta competição, concluindo que o Canadá pratica “doping de carbono”...

Para um país cujas emissões são semelhantes em escala às das areias betuminosas do Canadá, a Nova Zelândia demonstrou uma cegueira excepcional perante a realidade científica e política. Para surpresa de alguns e deceção geral, a Nova Zelândia lutou muito para destronar o Canadá, numa campanha de extremo egoísmo e irresponsabilidade. E se a Nova Zelândia pode ter ajudado a “afogar” as negociações por mais um ano, os seus pequenos e vulneráveis vizinhos do Pacífico podem estar certos de que não foram esquecidos: a Nova Zelândia tem a intenção de afogá-los também!

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por Quercus às 15:47

Srs. Ministros - Eis o primeiro texto para decisão

Sexta-feira, 07.12.12

Com o sol a pôr-se no Centro de Congressos em Doha, o grupo Ad-Hoc de Cooperação de Longo Prazo foi o primeiro a aprovar conclusões para decisão pela Conferência (exceto na parte que respeita a finanças). Este grupo criado em Bali em 2007, tinha por objetivo desenhar o Acordo de Copenhaga que nunca chegou a existir. Agora chega ao fim, com algumas decisões que ainda vão ser contestadas poiliticamente daqui a umas horas, e com muitos assuntos a serem assumidos por outras áreas da Convenção. O texto aprovado pode ser encontrado aqui.

No entretanto, há delegações que reprogramam voos e outras que não hesitam em afirmar que se irão embora daqui a umas horas. Em Durban, o ano passado, a Conferência terminou na madrugada de domingo.

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por Quercus às 14:01

Maratona negocial em Doha: ponto de situação às 15h (12h em Portugal)

Sexta-feira, 07.12.12

O Presidente da COP, Abdullah bin Hamad al Attiyah, pediu a cada um dos negociadores dos grupos de trabalho que estão a preparar textos negociais para serem aprovados pelos ministros um ponto de situação:

Protocolo de Quioto: vão continuar trabalho, há preocupações das Partes; nova versão tem de estar pronta hoje porque colega vai-se embora amanhã; todos concordam que temos de terminar hoje e é necessária uma package equilibrada e não é possível satisfazer a todos; para termos uma boa continuação do Protocolo de Quioto, há que ligar ainda aos trabalhos de LCA e ADP.

Finanças: com base no texto de ontem à noite há ainda diferenças entre países mas há espírito para continuar o trabalho; vão rever texto com base nas consultas feitas e vão ainda fazer novas consultas depois; antes das 17h farão ponto de situação.

LCA (Cooperação de Longo Prazo – grupo que deverá terminar nesta COP): trabalharam toda a noite; consideram que têm um pacote equilibrado de cada um dos assuntos e de forma global.

ADP (Plataforma de Durban – futuro acordo 2015 e mitigação para 2020): plano de trabalhos feito; quase todos os assuntos estão encaminhados e para apresentação após o LCA; há três assuntos complexos: referência no preâmbulo relativo à Rio+20, ambição pré-2020 e temas de workshops; vão trabalhar ainda no texto.

Perdas e Danos (L&D): nenhuma das opções em cima da mesa foram aceites como início; fez texto de compromisso para ver como se consegue prosseguir e considera acordo possível.

Centro Tecnológico para o Clima: há acordo para todas as partes participarem e de forma equilibrada.

Mecanismos: realizaram-se reuniões bilaterais entre países e há entendimento entre as Partes.

Presidente COP: nesta fase do ponto de situação considerou que os contornos do “pacote de Doha” estão a ficar claros e estão encaminhados.

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Vários grupos de países pronunciaram-se também:

G77+China: consideram que houve progresso mas ainda vários assuntos por resolver e há algum desapontamento no pacote de Doha.

Umbrella group (EUA, Canadá, Austrália, Argentina, entre outros): forte oposição num conjunto de assuntos relativos a LCA.

BASIC (Brasil, África do Sul, Índia, China): não concordam com muitos dos aspetos do pacote mas estão abertos a consenso.

União Europeia: há bom progresso mas o tempo está a terminar; é necessário que os ministros cruzem perspetivas, em particular em relação ao período pré-2020 e que a ambição seja maior; não há concordância em relação aos aspetos de mitigação, novos mecanismos de mercado, mitigação; concordam com os moldes de continuação do Protocolo de Quioto, mas mais uma vez há que cruzar visões. No que está muito desapontada é na área de perdas e danos, onde considerou que o trabalho dos últimos anos pode estar perdido; considera que se deve avançar já para o debate à escala ministerial.

Suíça (“integrity group”): é preciso mais progresso; considera que é preciso um trabalho negocial e acima de tudo já ministerial.

AOSIS (Estados pequenas ilhas): estão desapontados; pouca ambição e ação. Consideram que é preciso pressa, mas tal não pode resultar num resultado negativo.

LDCs (países menos desenvolvidos): estão desiludidos, querem ir para casa com algo satisfatório em que a urgência não pode pôr em causa os objetivos de ambição em relação ao clima.

Filipinas: preocupação em relação à ambição; no protocolo de Quioto, não querem que o “ar  quente” possa continuar a ser considerado; muito críticos em relação ao texto da LCA; consideram que é preciso fazer muito mais nas próximas horas.

África: nível de ambição é reduzido mas considera que ainda é possível atingir compromisso que não deve por em causa a integridade da proteção do clima.

Houve outras intervenções da Venezuela (ALBA – alguns países da América Central e Latina como Venezuela, Bolívia, Cuba, Equador, entre outros), Bolívia e Rússia.

Venezuela mencionou falta de ambição; Bolívia opôs-se a que países fora de Quioto possam usar mecanismos.

O Presidente da COP18 considerou depois que em relação à Plataforma de Durban (ADP) se devem envolver desde já os ministros diretamente nas negociações; quer concluir grupo LCA tão rapidamente quanto possível e pediu trabalho intenso na área da continuação do Protocolo de Quioto, bem com nos grupos sobre finanças e perdas e danos.

Novo ponto de situação em plenário pelo Presidente da COP às 18h no Qatar (15h de Portugal)

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por Quercus às 12:06

Contrastes Catarianos – Uma conferência diferente

Sexta-feira, 07.12.12

O Centro de Congressos em Doha onde tem lugar esta COP18 é realmente a melhor infraestrutura alguma vez utilizada para um evento desta natureza. Da zona dos hotéis até aqui são cerca de 30 minutos de autocarro se não houver transito e não formos obrigados a passar numa zona de exposições (onde ainda não descobri se alguém efetivamente vai lá…).Uma área enorme climatizada, com rede wireless em todo o lado, salas confortáveis, um design espetacular, mapas a indicarem as zonas verde e azul que nos obrigam a fazer algum exercício a percorrer de um lado para o outro o enorme pavilhão.

As escadas rolantes só começam a funcionar quando nos aproximamos… 3500 metros quadrados de painéis fotovoltaicos fornecem 12,5% da energia necessária ao Centro.

 

 

 

 

Já não há distribuição de documentos em papel – é tudo assegurado por códigos para smartphones e iPads (e quem tem um reles computador como eu já tem dificuldades em aceder na hora aos documentos acabados de sair). Contas feitas, até hoje fala-se em 2 milhões de folhas de papel poupadas. 

 

 

 

 

 

Mas vamos ao reverso da medalha – os autocarros, mesmo quando se está à espera, nunca são desligados; só se ouve tossir à custa do gelo que o ar condicionado proporciona, desde os referidos autocarros até qualquer sala no centro; os parques de estacionamento exteriores estão iluminados à custa de geradores a gasóleo; há locais para recolha seletiva de resíduos, mas ficam-me dúvidas sobre o seu destino; se há algumas áreas com vegetação e rega gota a gota, o que por estas paragens não sei se faz muito sentido, há relva a ser regada com mangueiras; em frente ao centro de congressos há edifícios em construção 24 horas com imensas luzes acesas toda a noite; e a pegada ecológica do edifício num local destes é melhor nem ser calculada para não termos um susto.

 

Pior do que isso – salvo exceções muito discretas, o ambiente de participação de outras conferências foi-se: o acesso é controlado centenas de metros em redor; saímos do autocarro e passamos tudo no raio X; não há alertas, canções, o folclore habitual de receção aos delegados; o evento de atribuição do fóssil do dia tem lugar em local recatado na parte de exposições.

 

As árvores de betão que suportam a cobertura deste enorme centro de congressos e também os organizadores da conferência bem que poderiam ser verdadeiramente mais verdes.

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por Quercus às 08:51

Fósseis do dia de quinta-feira: UE, Polónia e presidência da COP18

Sexta-feira, 07.12.12

O primeiro lugar do Fóssil do Dia foi atribuído ontem à União Europeia, uma novidade nesta COP18, que decorre da falta de empenho na defesa do cancelamento das licenças de emissão excedentárias (“Ar quente”) no final do segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto. No entanto, é um prémio “entre parênteses”, porque as ONG ainda têm esperança de que a UE não se deixe intimidar pela Polónia e defenda o fim do “Ar quente”.

No penúltimo dia da COP18, o segundo lugar do Fóssil do Dia foi para a Polónia, país que parece ter “fossilizado” a posição sobre a questão do “Ar quente”. Os polacos insistem em transferir as licenças excedentárias do primeiro para o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto, opondo-se veementemente ao cancelamento destas licenças excedentárias no final do segundo período. As ONG da Rede de Ação Climática alertam que este comportamento não inspira qualquer confiança para o país que irá presidir à COP19 em 2013.

Por último, em terceiro lugar, as ONG destacaram a má prestação da presidência da COP18, a cargo do Qatar, pela falta de liderança e de ambição nas negociações no âmbito da Plataforma de Durban para Ação Fortalecida (ADP).

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