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Cimeira do Clima começa 2ª feira

Sábado, 24.11.12

É urgente decidir e agir!

Começa segunda-feira, dia 26 de Novembro, em Doha, no Qatar, e prolonga-se até dia 7 de Dezembro (eventualmente estendendo-se até domingo, dia 9), a mais importante reunião anual mundial sobre clima, a 18ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

Os acordos alcançados em Durban, em 2011, relançaram a esperança em ultrapassar a desilusão que marcou a Cimeira de Copenhaga em 2009. Há assim a possibilidade de recolocar o mundo num caminho de emissões reduzidas, pronto para tirar partido das oportunidades que surgem pelos novos mercados e inovação tecnológica das tecnologias limpas, pelo investimento, emprego e crescimento económico.

Contudo esta janela de oportunidade estará aberta por pouco tempo. Para tirar partido deste potencial são necessárias ações decisivas na COP18. O nível de ambição a curto prazo tem de ser mais elevado e é imperativo que seja acordado um calendário de negociações de modo a alcançar um regime climático global justo, ambicioso e vinculativo em 2015.

As principais expectativas para Doha [mais aqui]

Estes são alguns dos elementos essenciais que devem ser concluídos em Doha:

  • Acordar um aditamento de um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto (PQ), aplicado a apenas parte dos países desenvolvidos – União Europeia, Noruega, Suiça, Austrália e Nova Zelândia -, com um objetivo de redução de emissões de GEE entre os 25% e 45%, com base nas emissões de 1990.
  • Os países desenvolvidos que não têm obrigações no âmbito do PQ devem demonstrar que conhecem as suas responsabilidades através da adoção de compromissos rigorosos e quantificáveis de redução de emissões de GEE, num esforço comparável e transparente em relação aos países com compromissos no âmbito do PQ.
  • Acordar que o pico global de emissões será alcançado em 2015, o que significa que os países desenvolvidos precisam de reduzir as suas emissões de forma mais rápida e providenciar apoio aos países em desenvolvimento para que estes possam tomar mais medidas de mitigação.
  • Os países em desenvolvimento devem registar as suas ações de mitigação, para além de assumirem reduções voluntárias, incluindo-se aqui o Qatar.
  • Os países desenvolvidos devem assumir um compromisso de financiamento público entre 2013-2015 para o Fundo Verde para o Clima.

Quercus em Doha a partir de 30 de Novembro - blog, facebook e twitter darão conta dos desenvolvimentos relevantes na negociação

A Quercus fará parte da delegação oficial de Portugal como organização não governamental de ambiente e Francisco Ferreira, coordenador do Grupo de Energia e Alterações Climáticas, estará presente a partir de 30 de Novembro. A Quercus irá acompanhar os trabalhos ao longo de toda a Conferência e anunciar diversos relatórios em que participou e que serão lá divulgados, também em Portugal. [comunicado integral em PDF]

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por Quercus às 11:05





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