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Doha Climate Gateway? Maratona ainda sem resultados

Sábado, 08.12.12

Cerca da 23h30 de ontem, sexta-feira, Abdullah bin Hamad al Attiyah, presidente da COP18, iniciava uma sessão formal da Convenção e depois do Protocolo de Quioto para aprovação de um conjunto de documentos cujo conteúdo era acima de tudo burocrático. Saltando os pontos de agenda polémicos e por resolver, daria depois por suspensa a sessão. Em causa estavam áreas como os detalhes da continuação do Protocolo de Quioto, o financiamento, o futuro enquadramento das perdas e danos, e ainda aspetos relativos ao novo Acordo mundial a ser estabelecido em 2015 e ao esforço que os países deverão fazer até 2020. À uma da manhã a sessão foi suspensa após um curto ponto de situação em plenário em que o presidente da COP18 considerava que era necessário trabalhar mais e em conjunto ao nível ministerial para se resolver um conjunto de assuntos pendentes e determinantes para o eventual sucesso da Conferência. Inicialmente previsto para as duas da manhã, viria a ser adiado para as 7h30 (hora de Doha).

Às 8h15 começava então a curta sessão informal. Muitos dos delegados tiveram assim reunidos durante a noite, enquanto outros aproveitaram para uma visita rápida ao hotel dado que as 32 linhas de autocarros que ligam o centro de conferências ao centro da cidade continuaram a funcionar. A grande novidade de Abdullah bin Hamad al Attiyah (que não perde a oportunidade para introduzir elementos pessoais das suas visitas, família e amizades…), era o chamado pacote de Doha, a que o presidente já sugeriu várias vezes que se venha a chamar “Doha Climate Gateway”. O mesmo é composto por um conjunto de documentos relativos à continuação do Protocolo de Quioto, finanças, perdas e danos, e Plataforma de Durban (Acordo para 2015 e mitigação até 2020).

O presidente da COP18 diria ainda que os ministros chegaram limite da melhoria que podem fazer dos textos, tendo trabalhado com base nos textos originais e levando em conta as propostas de diversos grupos de países e refletindo os pontos comuns. Disse depois que “não é pegar ou largar mas sim altura de os ministros e chefes de delegação se perguntarem se acham que consultas suplementares podem melhorar substancialmente o que temos aqui? E se assim for, a que custo? É tempo de avaliar o que temos diante de nós. Em minha opinião estas são um pacote equilibrado. O ótimo é inimigo do bom. Como um todo, vai fazer-nos a todos igualmente felizes (ou infelizes…). Qualquer um de nós pode dizer que ficaria feliz com qualquer resultado de Doha?" Depois pediu para os delegados lerem os documentos e lhe dizerem o que acham do referido pacote. “Podemos prolongar as negociações por mais um número de horas na esperança de que vamos conseguir alguma coisa. Mas todos nós sabemos qual o risco dessa abordagem."

Todos estes documentos estão disponíveis aqui mas na altura foram distribuídos em papel o que motivou uma correria e sofreguidão de todos os delegados junto às portas da enorme sala do plenário.

Novo plenário está agora programado para as 10h da manhã em Doha (7h em Portugal) para comentários… (No fundo para sabermos se há ou não uma “gateway” – uma saída – para este imbróglio e impasse negocial que se vive em Doha.)

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por Quercus às 06:33





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