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E o prémio “Fóssil Colossal 2012” vai para… Canadá e Nova Zelândia!

Sexta-feira, 07.12.12

Há um empate para o chamado "Fóssil Colossal”: Canadá e Nova Zelândia. Depois de um reinado de cinco anos como Fóssil Colossal, parece que o Canadá se continua a recusar curvar-se graciosamente para a irrelevância que tem vindo a revelar como um retardatário histórico nas negociações climáticas. A chegada da Nova Zelândia, país que parece esquecer a realidade climática que tanto afeta o Pacífico, foi realmente o único desafio que o Canadá enfrentou.
Embora o Canadá possa partilhar a honra por mais um ano, as ONG da Rede de Ação Climática entendem que as areias betuminosas do país estão a permitir uma vantagem injusta nesta competição, concluindo que o Canadá pratica “doping de carbono”...

Para um país cujas emissões são semelhantes em escala às das areias betuminosas do Canadá, a Nova Zelândia demonstrou uma cegueira excepcional perante a realidade científica e política. Para surpresa de alguns e deceção geral, a Nova Zelândia lutou muito para destronar o Canadá, numa campanha de extremo egoísmo e irresponsabilidade. E se a Nova Zelândia pode ter ajudado a “afogar” as negociações por mais um ano, os seus pequenos e vulneráveis vizinhos do Pacífico podem estar certos de que não foram esquecidos: a Nova Zelândia tem a intenção de afogá-los também!

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por Quercus às 15:47

Não há conferências do clima sem os prémios “Fóssil do Dia”

Quarta-feira, 28.11.12

À semelhança de conferências anteriores, as organizações não-governamentais (ONG) presentes na COP18, em Doha, no Qatar, atribuem diariamente o galardão “Fóssil do Dia” (Fossil of the Day) aos países com pior comportamento negocial. A iniciativa da Rede de Ação Climática (CAN, na sigla inglesa para Climate Action Network) teve início na segunda-feira, com o galardão a ser entregue aos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Japão e Nova Zelândia, pelo seu afastamento de um tratado multilateral vinculativo e do próprio Protocolo de Quioto.

Ontem foi a vez da Turquia, país que é o quarto maior investidor do mundo em carvão e teve a maior taxa relativa de crescimento das emissões anuais de gases com efeito estufa (GEE) entre 1990 e 2010. A justificar a distinção está ainda a postura do governo turco ao nomear 2012 como o “Ano do Carvão”, e a afirmação de que não cumprirá as metas no segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto. O segundo lugar foi para a União Europeia (UE), que já atingiu a promessa de 20% de redução até 2020 e, segundo a CAN, não deve permanecer mais uma década sem novas metas mais ambiciosas.

Esta quarta-feira, o país agraciado com o primeiro lugar foi o Canadá, pela intenção de restrição do financiamento aos países do terceiro mundo e pelas posições contra novos compromissos com metas mais ambiciosas. O ministro do ambiente terá dito em conversas informais que os países em desenvolvimento não devem contar com mais recursos canadianos para financiar medidas de adaptação às alterações climáticas. As ONG acusam o Canadá de fazer o contrário do que deve: está a cortar no financiamento e a aumentar as emissões.

Em segundo lugar ficou a Nova Zelândia, por não definir a sua meta de redução para o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto, e por propor que o acesso ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) deve ser aberto a todos e não depender da assinatura de um segundo período de compromisso. Finalmente, em terceiro lugar, ficaram os Estados Unidos, por mais uma vez rejeitar medidas exigentes de redução das emissões de GEE e pela assinatura, ontem, pelo presidente Obama, de uma lei que permite às empresas aéreas do país não cumprir os regulamentos europeus para voos dentro e fora da UE. Mais em http://climatenetwork.org/fossil-of-the-day

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por Quercus às 19:34





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