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Fósseis do dia de quinta-feira: UE, Polónia e presidência da COP18

Sexta-feira, 07.12.12

O primeiro lugar do Fóssil do Dia foi atribuído ontem à União Europeia, uma novidade nesta COP18, que decorre da falta de empenho na defesa do cancelamento das licenças de emissão excedentárias (“Ar quente”) no final do segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto. No entanto, é um prémio “entre parênteses”, porque as ONG ainda têm esperança de que a UE não se deixe intimidar pela Polónia e defenda o fim do “Ar quente”.

No penúltimo dia da COP18, o segundo lugar do Fóssil do Dia foi para a Polónia, país que parece ter “fossilizado” a posição sobre a questão do “Ar quente”. Os polacos insistem em transferir as licenças excedentárias do primeiro para o segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto, opondo-se veementemente ao cancelamento destas licenças excedentárias no final do segundo período. As ONG da Rede de Ação Climática alertam que este comportamento não inspira qualquer confiança para o país que irá presidir à COP19 em 2013.

Por último, em terceiro lugar, as ONG destacaram a má prestação da presidência da COP18, a cargo do Qatar, pela falta de liderança e de ambição nas negociações no âmbito da Plataforma de Durban para Ação Fortalecida (ADP).

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Estourar a bolha de ar quente!

Quarta-feira, 28.11.12

Umas impressionantes 13 mil milhões licenças de emissão (AAU) de gases com efeito de estufa (GEE) vão sobrar do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto. Estas licenças, chamadas também de “ar quente”, são uma ameaça à integridade do segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto e de qualquer futuro acordo climático.

É preciso relembrar que estas emissões “sobraram” devido às emissões previstas terem ficado muito abaixo das verificadas. A Polónia, por exemplo, tem um compromisso de uma redução de 6% em relação às emissões de 1988, apesar do facto de em 1997, quando as metas de Quioto foram estabelecidos, as emissões da Polónia já serem 20% abaixo dos níveis de 1988.

As ONG alertam para não se cair na falsa afirmação de que o “ar quente” seja resultado de uma forte dedicação ao corte de emissões. Não o é e a queda económica não pode ser motivo para os países herdarem direitos de emissão. Se isto acontecer vai assistir-se a uma queda vertiginosa do preço atribuído às licenças de emissão.

O problema é tão grande que, mesmo se os países desenvolvidos aumentarem os compromissos de redução no segundo período de compromisso, não precisam de reduzir emissões, bastará comprar licenças de emissão excedentárias de outros. Para restituir parte da integridade ambiental neste segundo período é necessário estourar a bolha de ar quente. A proposta do G77 e China é a de cancelar a decisão de que as emissões excedentárias transitem entre períodos de compromisso.

Vale a pena este caminho? Certamente que sim. Neste momento estamos num caminho de poluição que poderá levar a um aquecimento de 4º C ou mais. Além disso, os impactos associados a um aumento mesmo de 2º C foram revistos em alta e agora são considerados "perigosos" e "extremamente perigosos". Um mundo para além 2º C vai ameaçar a própria existência da civilização como a conhecemos. Ouviu falar? Preocupado? Então vamos estourar a bolha de ar quente!

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por Quercus às 17:40





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