Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



WEO 2012: o caminho energético mundial não é sustentável

Segunda-feira, 12.11.12

Foi hoje revelado pela Agência Internacional de Energia o World Energy Outlook 2012, publicação anual que perspetiva o futuro do uso dos recursos energéticos no mundo, nomeadamente a sua interação com as alterações climáticas e com o uso da água.

Uma leitura rápida, tendo em conta uma preocupação particular relativa ao clima, revela que o cenário principal aponta para um aumento de temperatura de 3,6 graus, acima dos 2 graus em relação à era pré-industrial e que os cientistas consideram ser o limite para evitar efeitos dramáticos. Só a eficiência energética poderá prolongar por mais algum tempo a capacidade de inverter a tendência e de ainda tornar possível não ultrapassar a variação de temperatura capaz de causar danos muito significativos.

Com a exploração de petróleo comprimido e gás de xisto nos Estados Unidos da América a expandir-se muito, este país será o maior produtor de petróleo em 2020, e dificilmente terá interesse em apostar numa política de limitação ao uso de combustíveis fósseis. As energias renováveis, que tornar-se-ão a segunda principal fonte na produção de eletricidade em 2015, só estarão ao nível do carvão em 2035, destacando-se o solar como a forma de energia primária renovável com maior crescimento e expetativas para o futuro.

O consumo de água estará cada vez mais associado à energia, nomeadamente em áreas como os biocombustíveis ou a sua utilização na produção de eletricidade de diversas origens, realidade esta que pode também vir a ser preocupante. A 15 dias do início da conferência de Doha, reconhece-se que o futuro que estamos a traçar não é sustentável

Sumário executivo do relatório em português em: http://www.iea.org/publications/freepublications/publication/Portuguese.pdf

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Quercus às 22:54

"O novo normal"

Segunda-feira, 12.11.12

Na passada sexta-feira, 9 de Novembro, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que a “super-tempestade” Sandy que devastou o nordeste dos EUA é uma lição que o mundo deve aprender para procurar políticas mais ecológicas, afirmando que este é o novo padrão normal de clima com que teremos de viver.

A sede das Nações Unidas esteve fechada por três dias, quando o furacão Sandy afetou o Nordeste dos EUA em 29 de outubro como um rara “super-tempestade”, matando pelo menos 121 pessoas, inundando cidades costeiras e deixando milhões de pessoas sem energia.

"Todos nós sabemos as dificuldades em atribuir a qualquer tempestade única como sendo um resultado das alterações climáticas, mas também sabemos isto: condições meteorológicas extremas devido às mudanças climáticas é o novo normal", disse Ban Ki-moon na Assembleia Geral da ONU.

"Isso pode ser uma verdade incómoda, mas é ignoramos é ficarmos à mercê do risco. Os melhores cientistas do mundo têm vindo a soar o alarme por muitos anos", disse ele. "Não podemos olhar para o lado, persistindo nos negócios como de costume... Esta deve ser uma das principais lições do furacão Sandy."

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Quercus às 22:51