Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Alterações climáticas fora do Plano de Ação: Comissão Europeia cede à pressão da indústria automóvel

Segunda-feira, 19.11.12

A Comissão Europeia (CE) tem um novo Plano de Ação «CARS 2020»1 que visa reforçar a competitividade e a sustentabilidade da indústria automóvel no âmbito do programa «Horizonte 2020». A Quercus e outras Organizações Não Governamentais (ONG) europeias, destacam que este Plano de Ação omite os principais desafios ambientais estratégicos de política da União Europeia (como as alterações climáticas e a eficiência energética) e representa uma oportunidade falhada na estratégia de redução das emissões poluentes do transporte rodoviário, sobretudo veículos ligeiros e pesados.

A implementação de medidas fundamentais para reduzir o impacto energético e climático do transporte rodoviário tem sido esquecida pela CE, fruto de grandes pressões da indústria automóvel. Esta conclusão parte de informações obtidas pelas ONG de ambiente junto da CE e tem motivado atrasos na preparação e aprovação de nova regulamentação sobre:

- novos veículos comerciais ligeiros mais eficientes (por exemplo, através da instalação de indicadores de mudança de velocidade para obter poupanças de combustível), devido às fracas vendas deste tipo de veículos em vários Estados-Membros da União Europeia (UE);

- a redução das emissões de poluentes atmosféricos dos novos veículos ligeiros comerciais e de passageiros;

- metas mais ambiciosas de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) para os novos veículos ligeiros comerciais e de passageiros a atingir no pós-2020, para tornar estes veículos mais eficientes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Quercus às 16:18

Banco Mundial olha para um cenário de 4ºC

Segunda-feira, 19.11.12

O estudo “Turn Down the Heat” encomendado pelo Banco Mundial ao Instituto Potsdam vem reafirmar que o mundo está no caminho de um aquecimento global de 4º Celsius até ao final deste século, se a comunidade internacional não agir sobre o problema das alterações climáticas. Este aumento de temperatura global provocaria uma alteração profunda no clima mundial – onde algumas regiões serão mais afetadas que outras – onde se inclui ondas de calor sem precedentes em muitas regiões, a diminuição das reservas de alimentos e a subida do nível do mar, afetando centenas de milhões de pessoas.

O presidente do Grupo do Banco Mundial, Jim Yong Kim afirmou que “um mundo 4ºC mais quente deve ser evitado. A falta de ação sobre as alterações climáticas ameaça tornar o mundo que os nossos filhos herdarão completamente diferente do que é hoje. As alterações climáticas são um dos maiores desafios que enfrentamos e temos de assumir a responsabilidade de agir em nome das gerações futuras, especialmente das mais pobres.”

Mas ainda há tempo para inverter esta trajetória, assim haja vontade, e o relatório aponta caminhos. “São necessários mais esforços de adaptação e mitigação, é necessário uma resposta global e uma resposta que coloque a humanidade num novo caminho de desenvolvimento climático mais inteligente de prosperidade partilhada. Mas o tempo é curto” disse ainda.

Este estudo também aponta iniciativas para este caminho diferente: transferir mais de um bilião de dólares EUA de apoio a combustíveis fósseis e outros subsídios prejudiciais para outras melhores utilizações; contabilização do “capital natural” nas contas públicas nacionais; investir em infraestruturas capazes de suportar condições meteorológicas extremas, em sistemas de transportes públicos pensados para minimizar as emissões de gases de efeito de estufa e maximizando o acesso a empregos e serviços, apoiar os sistemas nacionais e internacionais de comércio de carbono, aumentar a eficiência energética – especialmente nos edifícios – e a fração de energia produzida por fontes renováveis.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Quercus às 14:50