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Principais investidores pedem acção global contra os perigos das alterações climáticas

Terça-feira, 20.11.12

Os maiores investidores do mundo pediram hoje aos governos que intensifiquem a sua acção contra as alterações climáticas e que aumentem o investimento em energia limpa, por forma a evitar um impacto que custaria milhões à economia. Numa carta aberta citada pela agência Reuters, o grupo de investidores institucionais que representa 22,5 biliões de dólares em activos disse que o aumento das emissões de gases com efeito estufa e um clima mais extremo estão a aumentar os riscos para o investimento global. Na véspera do arranque de mais uma Conferência do Clima, em Doha, no Qatar, os investidores pedem aos governos que reformulem as políticas climáticas e energéticas.

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por Quercus às 19:12

A história das negociações climáticas em 83 segundos

Terça-feira, 20.11.12

Como evoluíram as negociações internacionais sobre alterações climáticas? O CICERO (Center for International Climate and Environmental Research – Oslo) resume a complexidade do assunto neste animado vídeo de 83 segundos:


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por Quercus às 18:22

OMM: Concentração de GEE atinge novo recorde

Terça-feira, 20.11.12

A concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera atingiu um novo recorde em 2011, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Entre 1990 e 2011 houve um aumento de 30% do forçamento radiativo – a retenção de radiação pelos gases – devido ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito de estufa.

Desde a era pré-industrial, já foram libertadas para a atmosfera cerca de 375 mil milhões de toneladas de CO2, principalmente pela queima de combustíveis fósseis. Cerca de metade desse dióxido de carbono permanece na atmosfera, sendo o restante absorvido pelos oceanos e pela biosfera terrestre. "Esses mil milhões de toneladas de dióxido de carbono adicional na atmosfera vão permanecer lá por séculos, fazendo com que nosso planeta aqueça ainda mais, com impacto sobre todos os aspetos da vida na Terra", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

As emissões futuras só irão piorar a situação

"Até agora, os sumidouros de carbono (florestas) absorveram quase metade do dióxido de carbono emitido para a atmosfera, mas isso não vai necessariamente continuar no futuro. Já vimos que os oceanos estão a tornar-se mais ácidos como resultado da absorção do CO2, com possíveis repercussões para a cadeia alimentar submarina e recifes de coral. Há muitas interações adicionais entre os GEE, a biosfera terrestre e os oceanos, e precisamos aumentar a nossa capacidade de monitorização e de conhecimento científico, a fim de entender melhor estes fenómenos", disse Jarraud.

"A rede da OMM “Watch Global Atmosphere”, que abrange mais de 50 países, e fornece medições precisas que formam a base para o estudo das concentrações de GEE, incluindo as suas várias fontes, sumidouros e transformações químicas na atmosfera", disse Jarraud. O papel dos sumidouros de carbono é essencial na equação de carbono global. Se o CO2 extra emitido é armazenado em reservatórios, tais como os oceanos profundos, onde pode ficar retido por centenas ou mesmo milhares de anos, ou se, em contraste, as novas florestas só poderão reter o carbono por um período de tempo muito mais curto.

O boletim da OMM reporta-se às concentrações atmosféricas - e não às emissões - de gases de efeito estufa. As emissões representam o que vai para a atmosfera. A concentração representa o que permanece na atmosfera depois do sistema complexo de interações entre a atmosfera, a biosfera e os oceanos.

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por Quercus às 13:27